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Em protesto contra cortes para UFMS, manifestantes fecham pista de avenida
15/05/2019

Desde às 8h desta quarta-feira (15), estudantes, professores e servidores da Educação protestam contra o bloqueio de verbas nas universidades e institutos federais do país, anunciado pelo MEC (Ministério da Educação) no último mês. A paralisação faz parte de mobilização nacional. Com trio elétrico, bandeiras, cartazes e palavras de ordem contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e a reforma da previdência, manifestantes interditam parcialmente faixas da Avenida Costa e Silva, em frente a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Apenas uma faixa liberada, o trânsito no local é lento. Durante a concentração em frente a universidade, os manifestantes fazem panfletagem para informar a população sobre a situação das universidades. De acordo com a organização do protesto, está previsto uma caminhada até o Terminal Morenão a partir das 10h30. A paralisação começou com cerca de 400 pessoas, segundo a organização do protesto, e o número de manifestantes deve aumentar com a chegada de mais estudantes, professores e servidores e de caravanas do interior. A PM (Polícia Militar) está no local, mas ainda não divulgou o número de pessoas no protesto. A acadêmica de fisioterapia, Pâmela Balta, de 21 anos, reforça que nem o frio impediu a participação no protesto. “É preciso lutar pela Educação já que o corte de verbas é sim uma balburdia. Falaram que iam investir na educação básica e no dia seguinte anunciaram corte de verba. Eu tenho extensão e quer lutar pelo direito de continuar desenvolvendo ele. Educação é um direito e não mercadoria”, destaca. Conforme a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), representada pelo Sinted (Sindicato dos Trabalhadores em Educação), servidores e membros do sindicato de Três Lagoas, Corumbá, Coxim, Aquidauana, Ponta Porã, Nova Andradina, Naviraí e Sidrolândia também participarão do protesto. O presidente da Fetems, Jaime Teixeira, que o objetivo da paralisação é impedir os cortes. “Em todo o Brasil hoje a sociedade esta na rua, trabalhadores, estudantes, pais de alunos, e o objetivo é um só: que é que o Congresso não permita os cortes e que preste atenção na reforma da previdência que vai acabar com o dinheiro a aposentadoria”, afirma. Teixeira ainda adiantou que aposto a manifestação, os servidores da educação farão um segundo protesto na SED (Secretaria Estadual de Educação). “Saindo daqui vamos fazer um ato na secretaria de educação pedindo a incorporação imediata do abono e também questionar a respeito da operação Nota Zero, que investiga a reforma de escolas estaduais”, destaca.
Fonte: Campo Grande News
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